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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

No Teu Seio, Ó Liberdade!

Periferia de Belém. Quando cheguei no bairro onde moro hoje, meus dois irmãos e eu passávamos a vida divididos entre ir à escola e brincar em casa. Quase não saíamos para a rua, com exceção do meu irmão mais velho, a nova sensação das meninas no bairro novo. Minha irmã, um ano mais velha que eu, convivia comigo no ambiente caseiro, reparados por “ajudantes” – eufemismo para empregada que ajuda famílias menos pobres que as suas em troca de roupa, almoço, janta e lugar pra dormir. Íamos pra rua muito esporadicamente logo no início.

Aliás, essa história de ter meninas reparando a gente era formidável pra mim. Vez ou outra havia uma pedófila que me agarrava. Se hoje em dia tem gente que me considera tarado, culpem essas deliciosas ajudantes que exploraram minha sexualidade precocemente – olhem minha cara de traumatizado! Uma delas, Al, morava na outra rua, e como era da confiança da mamãe, abriu as portas para a fase mais feliz de minha vida, com a galerinha. Aventuras que contarei em outro momento. Antes, há uma outra porta que Al me ajudou a abrir que quero partilhar.

Al era mais uma das meninas que ficaram apaixonadas pelo meu irmão-carne-nova. Ela era baixinha, sem muita bunda, mas tinha sorriso farto. Com um olhar muito bonito, seus alargados olhos castanhos claros manifestavam bem o misto de cinismo e espirituosidade que lhe eram abundantes. Todo mundo em casa adorava a Al. Eu adorava os seios da Al - e ainda não sabia porquê.

Certa feita, D. Fátima precisou pagar a luz. Eu estava dormindo no tatame dela e do papai. Vez ou outra eu corria pra lá, quando me dava medo ou quando tava meio dodói, caso que certamente era este - frescura normal para um menino de sete anos. Papai já tinha saído pra trabalhar, então mamãe pediu pra Al deitar ao meu lado, pra eu não ficar sozinho (que meigo). Al deitou. Achei estranho, porque assim que terminou de ouvir as instruções recorrentes que mamãe dava antes de sair de casa, ela deitou, fechou os olhos e supostamente dormiu imediatamente.

- Ninguém pega no sono tão rápido, logo pensei.

Aí, envolto pelo instinto mais primitivo da libido humana eu comecei a admirar aqueles seios fartos e maravilhosos. Eu jamais tinha visto o que estava com vontade de fazer, nem em filmes ou revistas, mas me bateu uma vontade louca de acariciar aqueles seios. E assim o fiz, enquanto sentia um calor que incendiava o meu peito e uma sensação gostosa que fazia meu pênis ficar ereto, como jamais havia reparado que ele podia ficar. Depois de algum tempo acariciando os seios, eu senti vontade de beijar aquele volume que minhas mãozinhas quase não davam conta de apalpar. Eu levantei sua blusa, e olhei de novo pro rosto dela pra ver se ela se mexia. Levantei com mais força, algo que acordaria qualquer pessoa que não fingisse estar dormindo. Parece que ela fechou mais ainda os olhos. E eu, munido de algo que só depois eu saberia que responde pelo nome de tesão, continuei.

Quando terminei de levantar a sua blusa, eu reparei pela primeira vez o quanto um sutiã nasceu para os seios da mesma forma como os motéis nasceram para as amantes. Aquela combinação perfeita não demoraria muito ante meus olhos, entretanto. Eu não estava afim de reparar em moda, mas sim de beijar aqueles peitos. Quando eu finalmente os vi desnudos, eu comecei a beijar um pelas bordas, enquanto acariciava o outro com minhas mãos. Os seios fartos de al ficavam perfeitos a mostra, porque apesar de serem bem grandes, desproporcionais ao seu corpo, quando ela deitava com o tórax voltado pra cima eles meio que se ajeitavam, e o que era suculento, ficava completamente irresistível.

Fui beijando até chegar ao bico, quando vi a Al se mexer pela primeira vez – uma contorcida muito sensual, inclusive. Então, tudo o que conseguia fazer ali era chupar, chupar, beijar o seio todo, lamber da borda ao bico e chupar e acariciar - eu deixaria Freud orgulhoso - até que quando percebi, estava em cima de Al, roçando meu pênis sob a cueca na vagina dela sob o short de lycra, naquele volume gostoso em forma de capus de fusca que tempos depois ela mesma me apresentaria pelo nome buceta. No auge dos movimentos eu quis tê-la de costas (?!), mas ela não permitiu. Ainda com os olhos fechados dissimulou muito bem uma dorminhoca que não quer mudar de posição. Eu, que já estava muito bem daquele jeito, obrigado, continuei até a hora que meus irmãos acordaram.

Quando a mana entrou no quarto, Al disse:

- *Égua, que horas são? Eu tava dormindo até agora.

Eu era criança, mas adorei brincar disso.

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* "Égua" é uma interjeição típica do povo do nordeste paraense.

3 comentários:

Átila Goyaz disse...

égua, como esse menino teve coragem de bulinar a 'babá'? rsrs
Muito bom Eraldo!

Mirella de Oliveira disse...

Credo, eu hein!

Vocês andam se superando por aqui!

:P

Andre Martin disse...

"Arri-égüa"! Esta é a expressão completa! rs

Lá em Belém, ainda se usa "pai-d'égüa"!


Al, de ALice??