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domingo, 11 de setembro de 2011

DENTRO

Sinto, e mais uma vez posso estar enganado, como tantas vezes já disse, porque nisso de sentir quase sempre me confundo, iludo. Sinto como se lá no fundo tudo que houvesse ou tivesse ficado no lugar daquilo que agora não sei mais o que é, não sei mais dizer – porque talvez eu ainda não saiba compreender muito do que se passa comigo, dentro de mim, enfim. Mas como eu ia dizendo (sempre tive essa mania de me repetir que, apesar de parecer inconsciente, me repito mesmo para ver se entendo ou enraízo no profundo disso que chamo de eu pelo menos um pouco do que vou dizendo para fora), digo em excesso, eu sei!, por isso às vezes acho tão difícil tentar falar disso que estou querendo dizer agora.

3 comentários:

Átila Goyaz disse...

O interno é sempre mais complicado e cúprico.
Bjus

Michele P. disse...

Gleidson

Que lindo! Lembrei de Borges com os labirintos!
Você é maravilhoso com as palavras!

Marcos Montanhês disse...

Fenomenal, Gleidson. :) Identifiquei-me, mesmo que não saiba dizer com que.