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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Mel e Limão

Publicado originalmente em Eraldo e suas paulinisses


MEL E LIMÃO


Tu és a calamidade de um abraço
O terrorismo de um sorriso
O aconchego de uma tapa.
A mais linda flor do nosso espinho...


Nunca pouco.
Nunca fácil.
Do tipo que manda, grita e bate.
Do tipo que chuta, morde e late.
És mulher que domina para ser dominada
por mãos grossas que a controlem,
uma língua que a inunde,
ou uma tora que a rasgue.
Aabre-te apenas à masculinidade da desobediência,
a revolta de quem a jogue na cama;
a veia pulsante do mastro da indecência
(rígida, nervosa e insana).


Uma safada que faz carinho.
Mulher pura que goza.
Amiga; musa da punheta do próximo.
Sonhadora da alameda da loucura.
Terrível como a brisa,
és terna, como o mais doce temporal.


És tu, ela.


Mel e limão!

4 comentários:

Gleidson Gomes disse...

Gosto do jogo de palavras com que tu constróis essa mulher aparentemente tão contraditória, mas no fundo tão normal.

Átila Goyaz disse...

Quem é essa mundana que enche-lhe os olhos?
hehehe
Adorei cara!

Adison César Ferreira disse...

Excitante!

Marcos Montanhês disse...

O que há de comum entre as abelhas e os limoeiros ;)