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terça-feira, 2 de agosto de 2011

À cama

Postagem publicada originalmente no blog Reflexões Subsistenciais.

Um poema, um poema!
Pede-se, neste instante, um poema!
Um poema à maravilha que é a mente humana
Quando voltada ao prazer carnal!

Que pintura mais bela é o mundo
Quando o corpo desnudo é uma tela
Que a língua pincela frenética
Ao êxtase que nos conduzem os olhos!

Um poema, um poema!
Pede-se, neste instante, um poema!
Um poema à cama, esse móvel subestimado,
Essa palavra menosprezada,
Esse berço dos prazeres humanos!

Como a vida é mais vida,
Como o homem é mais homem,
Como se revelam os instintos
Renegados pela moral sobre a cama, a cama, a cama!

Ó, cama, tu és amoral
E eu te amo!
Sou um teu filho
Que te honra feliz!

Um poema, um poema!
Pede-se, neste instante, um poema!
Um poema à felicidade,
À impudica felicidade
Que se encontra ao deitar-se sobre uma cama!

4 comentários:

Adison César Ferreira disse...

E quem irá dizer que não existe razão nos poemas dedicados às camas? E quem irá dizer, que não existe razão...?
Parabéns!

Gleidson Gomes disse...

Que inspirador o instante em que se pede o poema!

E o poema então vem suave como uma carícia, penetra fundo os sentidos e termina assim prazeroso, como um gozo!

Michele P. disse...

Um poema é uma flor que adorna as noites de ternura!

Lindo, Felipe.

Beijos meus ^^

Eraldo Paulino disse...

Gostei mutcho...

A cama é um lugar profano. Que bom!

Abraço!