Conteúdo adulto

domingo, 7 de agosto de 2011

Anilina

Estritamente escolhi este dia para escrever porque me deu vontade. E ninguém vai poder me condenar pelo papo sem sal final de semana, mais do que isso, eu agradeço sua preferência e sua insônia; breve momento este, você sentado numa cadeira acolchoada; alguns esperando os sites pornográficos abrirem - internet sem alta velocidade é foda - – muitos de vocês devem estar fodidos; alguns sem emprego; outros com o siso doendo, precisando de um dentista; outros com dores na hemorróida, constipados; outros com sífilis congênita esperando um tratamento no serviço público; já sei – coitadinho – um amigo seu morreu hoje e você veio a calhar aqui; ah, logo aqui, pobrezinho; que de nada adiantam meus pesares; outros pensaram que eu sou artista e que já me viram em algum lugar dando autógrafos; os trolls só clicaram numa página aleatória querendo algum tipo de verdade ou promoção de aumento peniano; outros acreditam no final de semana pelo blogspot e eu agradeço a vocês pelo simples fato de acessaram esse texto insosso e chato; a outra ali vai se matar hoje, pobre sociedade decadente, será que ela se entendia?

Ah, como estou em um péssimo dia, posso dar asas a essa porcaria. Então me imagino agora numa praia deserta, sem ninguém pra me encher o saco. Tá bom, um cachorro e fim de papo; um cachorro e uma bola – au, au! – Tá bom, um cachorro e um osso e uma cerveja com álcool – au,au! -, tá bom, uma cerveja sem álcool para ele e capricha no osso, pra mim pode ser o torresmo com limão -AU,AU! - ok, um copo de soda pra ele e anda logo.

Pedir um suco seria demais, mas me vê um com muito gelo pra depois, de laranja que é o melhor pra digestão – eu não pago, logo me divirto sem gastar nada desse modo – como é bom perambular pelo domingo com um pote de sorvete na mão, de sobremesa.

Noite.
Agora posso divagar sobre as constelações
Sobre o quão ínfimos somos
Minhas idéias cabem em apenas uma página
Na vagina da mulher
No pênis da criança
Na raiva do homem
Aos pedófilos encontrados
Uma manchete
Dona de casa
Solteira
Morava com a filha
E o marido
O marido
Tão cruelmente
Machucou a filha
Por castigo paterno
Mulheres nuas
Dançando
Até o sorriso acabar
Dançando até a tristeza sucumbir
Até a princesa se cansar de ser menor
E sair por aí
Nesse mundo de pestes bubônicas
À tosse
A todos que me empurraram para o lixo
Sou pobre e feio
Sou pobre e feio e de pau pequeno
Sou pobre e feio, de pau pequeno e broxa
E vocês me amam
E vocês me querem
E vocês me adoram
Como sou feliz
Sou pobre e fedido
E vocês querem o meu cheiro mais estranho
Cheiro de entrededos
Chupem os meus dedos se forem capazes
Eu amo vocês
Eu amo escrever pra vocês
Eu amo o domingo legal
Eu amo todos os feios porque eu me amo
Eu me amo e me masturbo enquanto escrevo pra poder me amar na reminiscência das almas desesperadas metaforicamente e no sentido mais metabólico sem a mínima decência de serem muitos brasileiros afros americanos buscando promessas em sites pornográficos são os mais acessados entre meus favoritos escritores blogueiros estão preparando a próxima postagem será sobre vinhos franceses são os melhores frutos que minha fazenda é o jogo mais acessado do Facebook só restam os fracos não tem vez na sociedade presencia o final da loja e receba um prêmio de um bilhão de dólares atinge a mega-sena acumulação de impostos alcançam patamares alarmantes nos estados o quinto elemento é o mais procurado dizem os cientistas que chegaremos aos cem anos de solidão é obra do tão aclamado Tarantino é considerado um dos piores cineastas já postulados científicos apontam a presença de um novo vírus nos seres humanos afetam mais da metade da população nordestina passa a fome é frequente esconder de tiros se houver assassinatos em grandes metrópoles a internet acarreta muitos usuários tomam café é o que indica a pesquisa foi feita e passou por todas as etapas comenta ministério da educação investe somente mil e novecentas vagas é o número de inscritos nas filas dos aposentados e pensionistas não pagam atores pornôs filmam com vinte e sete anos de vida e sem nenhuma esperança é a última que morre diz o velho ditado que nunks EUA fui nada pork miuts amigs ni freqams oi espoçs da anse sãs os blods mas acesasds pk ajs fsdha alhag a s d f g asdfg d f g asdfg a s d f g asdfg a s d f g adsf a d s f adsf a d s f afds anilinanilinanilinanilinanilinanilinanilinanilinanilanilinanilinanil


4 comentários:

Michele P. disse...

Athila

Fico doidinha com teus textos! Menino, você tem uma originalidade de criação que empolgam...
Você não gosta dele, mas devo dizer que teu estilo se aproxima bem de Saramago.

Abraço meu

Marcos Montanhês disse...

Ara! Minha insônia que lhe agradece, amigo. Rsrs.

Gleidson Gomes disse...

Fluxo de consciência, verborragia surreal.
Interessante essa liberdade de criação.
Fluir agradável do caótico existir.

Eraldo Paulino disse...

Ainda bem que eu deixei pra ler hoje com mais calma. Você tem uma forma de escrever que requer mais atenção.

Amei, meu caro.

Bjs!