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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Quatro vezes amor

Publicado originalmente no blog Lenda Pessoal


O relógio despertador toca pela segunda vez. São sete horas da manhã. Geyse lembra de cada minuto da noite anterior. A melhor noite da minha vida, pensa ela. O cheiro da celebração do amor ainda permanece na sua cama. Uma mancha roxa e dolorida em seu pescoço era a prova que aquela noite não teria sido um sonho.  Ela fecha os olhos e sorri.

Há cerca de 110 quilômetros dali, na rodovia BR-316, a 80 quilômetros por hora, Fred também recorda cada gesto da noite anterior. O pensamento dele está tão distante que não percebeu quando alguns guardas da policia rodoviária acenaram para sua caminhonete parar.

No saguão do aeroporto internacional de Belém, a poucos minutos de embarcar para Buenos Aires, Paulo recebe uma mensagem no celular. Obrigado pelo nosso reencontro. Na mesma hora liga para Geyse e agradece pela noite anterior. Desde que foi morar na Argentina, era a primeira vez que ele retornava à Belém.

Numa emissora de TV local, em Belém, Luciana se prepara para apresentar mais uma edição de um telejornal. Nos bastidores da TV cochichavam que o “bom dia” dado pela apresentadora foi o mais sincero desde que ela começou trabalhar na emissora. Enquanto chama a primeira reportagem do dia, seu pensamento é dominado pelas lembranças da noite passada.

Antes do relógio despertador tocar pela terceira vez, Geyse se levanta da cama e liga a televisão. Na tela, vê sua amiga apresentadora que não consegue disfarçar a felicidade que sente. Fazia exatamente 3 anos que os quatros amigos não se reuniam. O despertador toca novamente.

7 comentários:

Gleidson Gomes disse...

Fiquei com vontade de conhecer melhor esses personagens! rs

Gosto desse labirinto de vidas se perdendo!
E gosto mais ainda da sutileza com a qual (não) descreves o fato que as entrelaça: o momento que viveram sendo só deles, e mais ninguém.

Michele P. disse...

Parece mesmo um sonho... envolto em cenas confusas, dispersas...

Gostei...

Marcos Montanhês disse...

Pausa pra respirar. rsrs. Gostei da suavidade do texto e, pra variar, dos comentários. :P

Átila Goyaz disse...

Quem traçou quem aí?
heuheuehueh
adorei!

Marcelo R. Rezende disse...

Amei isso, hein?

Eraldo Paulino disse...

Eu gosto do espírito coletivo do Adison. ;)

Bjs!

Adison César Ferreira disse...

Obrigado, queridos!
E viva a santa blogosfera!