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domingo, 10 de julho de 2011

Ninfomania

Eu sou uma pessoa comum, sou como qualquer garota da faculdade. Eu estudo todos os dias, tiro boas notas, e tenho até algumas amigas. Mas uma coisa me deixa encabulada às vezes. É o fato de que todas as minhas amigas têm um namorado e eu não, me irrita , sabe? Minhas amigas saem comigo; até que é legal - eu não estou chateada com o lance de elas saírem também com seus respectivos namorados, mas é que quando isso acontece, eu fico sempre sozinha, em casa, e nenhuma delas me liga pra sair já que estão se esbaldando nas noitadas.

Eu tenho roupas legais, gosto de filmes legais, leio livros legais, meu papo é maneiro, consigo conversar sobre todos os assuntos de maneira leve e engraçada sem deixar ninguém constrangido. Mas algo nessa minha vida tem me chateado bastante.

Minha vida sexual está uma merda. Estou precisando dar, urgentemente; mas não é dar pra qualquer um, porque se fosse assim o meu vizinho já tinha me comido há muito tempo. Pena que ele tenha mais de 80 anos, nunca vou me esquecer do dia em que ele me pediu pra trocar suas fraldas; ele estava realmente necessitado – tanto nas fraldas quanto na sua volúpia -. Quando tirei suas calças eu me contive, apenas fiz o que era pra ser feito; dei uma boa chupada no velho e pronto. Depois desse acontecimento eu tenho evitado o Sr Osório, acho que é por vergonha ou medo, não sei dizer ao certo; enfim, o que eu fiz está feito, não tem como voltar atrás mesmo. Estava necessitada naquele dia, é a minha desculpa, não tive culpa de nada.

Não sei por que eu estava lembrando de tudo aquilo na aula de português, acho que aquela coisa toda de verbo e complemento nominal não me andava fazendo bem. Esperei até o fim da lição, peguei minha bolsa e saí de sala, totalmente descontente. Uma porque eu não precisava chupar qualquer um pra me satisfazer ou fazer qualquer tipo de favor a essa pessoa; e outra porque eu estava com fome de sexo.

Passei pelos corredores e nada, ninguém interessante; aliás, muita gente interessante sem mostrar ação. Pelos corredores só se falava bobagens e esquentava relações de amizade. Fato é que nos corredores das instituições é muito difícil você encontrar um bom parceiro, você pode encontrar sim um bom namorado em um corredor, mas um cara que te pegue de jeito você não encontra nesse tipo de lugar, tirando os mais saidinhos que olham de canto quando uma mulher passa; esses sim, me comeriam e lamberiam até meu cu, mas, não foi o que aconteceu, ninguém me olhava desse jeito, deve ser a minha roupa , não sei , estou meio puritana hoje.

Preciso definir o meu nível de mulher, se sou ousada o bastante para um vestido ou se sou descolada e uso shorts e tento conquistar a simpatia dos garotos com uma conversa informal; enquanto ainda não me decidi nesse ponto opto por usar uniformes.

É horrível usar um uniforme na faculdade, você é taxada como aquela nerd do curso, hoje em dia não se vê muita gente uniformizada, a faculdade é sempre um desfile de moda, e você deve estar linda pra causar inveja nas amigas e arrecadar os rapazes. É um conceito feminista, eu sei, mas é um conceito. Eu não sigo muito estes conceitos, mas, vocês sabem, para fazer com que meus desejos tornassem realidade eu precisava segui-los.

Fui ao shopping, ao sex-shop, fiz meu cabelo, fiquei realmente apresentável, até fiz depilação íntima e, entendam garotas, eu realmente estava precisando de uma repaginada na vagina.

Ela ficou lisinha, ainda passei um creme para dar uma lustrada na bicha.

Tirei a calcinha, coloquei um shortinho de estudante e fui para a aula. Ao passar pela porta de entrada da faculdade todos me olhavam. Sério! Todos. Até mesmo as mulheres - deve ser a inveja, claro -.

Passei pelos corredores enquanto me desvencilhava dos beliscões de alguns engraçadinhos. Nossa, eu devia estar arrasando mesmo naquele dia porque nunca vi tanta gente com vontade de tocar meu corpo. Cheguei até a sala e me sentei na carteira.

Entrava um novo professor na faculdade, bem, eu não sabia qual era o nome dele, mas todas as alunas diziam que ele tinha uma bunda macia e grande. Não sei se uma bunda grande é alguma serventia para uma mulher, mas fato é que gostamos de pegar no bumbum dos garotos, especialmente quando eles são macios.

Tirando esse assunto de lado, o professor de bunda grande entra na sala e se apresenta. Ele se vira e começa a escrever um texto de Hilda Hilst no quadro. Não sei por que, mas aquelas palavras tomavam conta de mim, e eu comecei a sentir tesão. Toda vez que ele se virava para explicar a idéia central do texto eu abria ligeiramente as pernas, de modo que ele pudesse constatar o corte novo que dei para a minha ‘xana’.

Ele tentava se desvencilhar, olhando para o quadro negro; enquanto toda turma estava parada, olhando para mim. A classe tentava me seduzir. Claro, algumas meninas gritavam indignadas ou chegavam mesmo a me agredir com palavras.

Acabei conseguindo o que queria; todos os garotos da turma disponíveis para mim, inclusive o professor. As meninas saíram e ligaram para a coordenação da faculdade. Não é sempre que se consegue o apoio total da turma no quesito diversão. Tranquei a porta da sala e tirei a saia.

Todos os meus colegas de turma se aproveitaram sexualmente de mim.

Logo eu, que desde sempre fui tão puritana.

10 comentários:

Sandra Ribeiro disse...

Eu sou ninfomaníaca, mas não em contos, na vida real mesmo! Mas você escreveu bem, imaginou bem!
Meus contos eróticos, são o resumo da minha agitada vidinha!!! rsrsrsr

Michele P. disse...

Áthila

Quando li o texto pela primeira vez, fiquei pensando até que ponto ele poderia ser visto como um retrato fiel ou ao menos plausível de uma experiência sexual. Pareceu-me absurdo. Mas lendo o comentário da Sandra Ribeiro, vejo que não é só porque não consigo imaginar,que isso pode não existir... rsrs
O texto ficou intrigante e bem escrito, com um desfecho inusitado.

Valeu pela estréia.

Um abraço

Gato Van de Kamp disse...

Adorei o texto, já to seguindo o blog e indicarei.... Confesso até ter me surpreendido positivamente...

Excelente começo...

Mirella de Oliveira disse...

Uii, eu pensava que era meio doida... Mas me descobri completamente sã perto dessa menina! hahaha Assim como a Mi, é bem difícil imaginar uma situação dessas! Mas que deve existir, ah deve! Nem tenho dúvidas! hahaha Curti o texto!

Eraldo Paulino disse...

Pois eu acho que, não fosse o machismo, a opressão contra as mulheres, essa pessoa não pareceria tão longe da realidade assim.

Belo texto, Átila.

Abraço!

Janaina Cruz disse...

Mudanças, esses são os degraus que nunca devemos deixar de subirmos...

Seguindo e adorando o blog! ;)

Felipe Faverani disse...

Oi, Átila, tudo bem?

Gostei do texto, ele expõe uma fantasia sensacional!

Abraço.

Edilson Cravo disse...

Que imaginação hein....rsss
Uma adolescente devassa e solta em uma facu....DANGER....hahahahaha.
Abraços e linda semana.

Marcos Montanhês disse...

"Tranquei a porta da sala e tirei a saia." hauehuahe. Resoluta. No final fiquei pensando em qual seria o tamanho da turma e no pessoal do lado de fora gritando e sacudindo a porta. huaehuahuhehaue

Jean disse...

Adorei, muito legal....
kkkkkk cara fico pasmo como vc consegue usar as palavras na hora certa, simples palavras que vc 'joga' e cria um texto ótimo, já estou seguindo tbm...sou fã dos seus textos Athila...abraços